MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do governo interino de Bangladesh, Muhammad Yunus, convocou uma "reunião de emergência" do Conselho de Ministros diante da ameaça que representam as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos para um país que baseia sua economia nas exportações, principalmente no setor têxtil.
"O conselheiro-chefe, professor Muhammad Yunus, convocou uma reunião de emergência para discutir a questão das tarifas dos EUA", disse o governo de Bangladesh em um comunicado. A reunião também incluirá especialistas, consultores e outras autoridades, bem como representantes do National Revenue Office, o equivalente a uma agência fiscal.
A produção têxtil é responsável por cerca de 80% das exportações do país e o setor ainda não se recuperou totalmente da instabilidade política que levou a uma mudança de governo no ano passado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 37% sobre Bangladesh na quarta-feira, acima dos 16% anteriores sobre produtos de algodão e 32% sobre produtos de poliéster.
Bangladesh exporta US$ 8,4 bilhões por ano para os Estados Unidos, de acordo com a Associação de Manufatura e Exportação de Bangladesh, representando 20% das exportações têxteis do país.
O que começou como protestos estudantis contra o sistema de cotas para o trabalho no setor público no ano passado logo assumiu um significado mais amplo contra as políticas repressivas do primeiro governo de Shaykh Hasina.
Após semanas de confrontos nas ruas, Hasina fugiu para a Índia em 5 de agosto, deixando mais de 300 mortos, milhares de feridos e dezenas de desaparecidos. Mohamed Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, assumiu a liderança de um governo interino com a promessa de convocar eleições o mais rápido possível.
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