Giorgetti adverte que uma política de contra-tarifa seria "prejudicial para todos".
MADRID, 5 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro italiano da Economia, Giancarlo Giorgetti, pediu calma diante do conflito econômico aberto pelas tarifas indiscriminadas de 20% que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou para todas as importações da União Europeia e que se somam às taxas já decretadas para aço e alumínio e produção de automóveis.
Durante sua participação no Fórum Ambrosetti, que está sendo realizado em Cernobbio (Como), o Ministro Giorgetti insistiu que seu país está comprometido com uma "redução da escalada" com o governo dos EUA e recomendou calma porque "a mensagem é que não devemos apertar o botão de pânico".
Nesse sentido, o ministro defendeu a aplicação de uma "abordagem pragmática e racional em nível europeu" e, entre suas primeiras recomendações, propôs, se necessário, "suspender as regras orçamentárias da UE", como foi o caso durante a pandemia do coronavírus. A segunda foi um pedido para não retaliar porque "uma política de contra-tarifas seria prejudicial para todos, especialmente para nós", acrescentou ele em comentários relatados pela SkyTG.
A ministra do governo de Giorgia Meloni, que é muito próxima do líder norte-americano, lamentou que a atual política comercial dos EUA "já estava em vigor" durante a última administração do presidente Joe Biden, no início de uma tendência que "a Europa, tardiamente, estava tentando abordar".
"A tendência ao protecionismo já estava em vigor", insistiu Giorgetti. Embora o mundo esteja agora "enfrentando uma mudança de significado histórico e político", isso também revela que "a globalização está em crise desde os anos 90" e que a comunidade internacional ignorou suas "consequências econômicas e sociais".
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