MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
A vice-presidente equatoriana, Verónica Abad, voltou a denunciar nesta sexta-feira os atos de violência política contra ela e advertiu que o Equador está "à beira de uma crise" devido às constantes violações da justiça e ataques à democracia.
"Expressei minha profunda preocupação ao ver que no Equador a justiça está sendo pervertida para violar a lei e destruir a democracia. Se isso continuar, estaremos diante de um Estado falido. Em meu país, estão tentando nos silenciar, mas a verdade não pode ser escondida", disse Abad em uma entrevista para a estação de rádio colombiana W Radio.
Na mesma linha, a vice-presidente eleita criticou a "perseguição institucional" a que tem sido submetida e disse que "toda essa violência contra (ela) vem pela única razão de não permitir que a ordem do país continue".
Ela não apenas criticou a decisão do presidente Daniel Noboa de enviá-la "para trabalhar em outro país enquanto o Equador está à beira de uma crise", mas também acusou o candidato presidencial de desobedecer "a ordem constitucional ao não tirar a licença a que está obrigado, porque ele não pode ser candidato e presidente".
"Ele está manipulando a estrutura legal para concentrar o poder, neutralizando os contrapesos institucionais, como a Assembleia Nacional e o judiciário, eliminando aqueles que representam uma ameaça para ele no executivo (...) Estamos enfrentando uma regressão democrática. Noboa está fazendo campanha violando todas as regras do jogo eleitoral e quer continuar governando o país dessa forma inconstitucional", acrescentou.
Essas declarações foram feitas apenas uma semana depois que Noboa nomeou novamente Cynthia Gellibert como vice-presidente por decreto, depois que o Tribunal de Disputas Eleitorais (TCE) ratificou a suspensão de dois anos dos direitos políticos da vice-presidente eleita, Verónica Abad.
O confronto entre Abad e Noboa foi desencadeado logo depois que este último assumiu a presidência do Equador e tomou a decisão de enviar seu "número dois" a Israel em uma missão especial de paz, em meio ao conflito no Oriente Médio. A piora da situação na região o obrigou a transferir Abad, que se queixou de ser vítima de "assédio político", para a Turquia.
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