MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que continuará trabalhando com o presidente interino da Coreia do Sul, Han Duck Soo, na esperança de "um futuro de estreita cooperação bilateral", após o término definitivo de Yoon Suk Yeol para a imposição da lei marcial em dezembro de 2024, uma medida que ele teve que retirar diante da pressão social e da oposição.
"Os Estados Unidos estão comprometidos em trabalhar com o presidente e primeiro-ministro interino Han Duck Soo e o governo da República da Coreia para garantir a estabilidade e a continuidade da aliança entre a República da Coreia e a Coreia do Sul até que um novo presidente seja eleito", disse um porta-voz do Departamento de Estado à agência de notícias Yonhap.
Washington enfatizou o "respeito" do governo dos EUA pelas "instituições democráticas, processos legais e a decisão do Tribunal Constitucional" da Coreia do Sul e acrescentou que "espera um futuro de estreita cooperação que trará segurança e prosperidade para ambas as nações".
A Casa Branca também reiterou, em suas explicações à mídia mencionada acima, o compromisso "firme" dos Estados Unidos com a defesa da Coreia do Sul e comemorou a "força duradoura" do relacionamento entre os dois países.
Esse pronunciamento ocorre depois que o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou na sexta-feira, por unanimidade, o impeachment adotado pelo Parlamento contra Yoon e sua consequente demissão, que trouxe consigo a renúncia do chefe de gabinete do presidente, Jin Seok Chung, e dos principais assessores do presidente.
O Tribunal Constitucional emitiu seu veredicto uma semana antes de 14 de abril, data marcada para o início do julgamento contra Yoon por suposta incitação à insurreição e abuso de poder em relação à declaração da controversa lei marcial no final do ano passado.
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