Publicado 05/04/2025 09:57

Rutte tem a impressão dos EUA de que a Rússia deve "fazer mais" para impedir a guerra na Ucrânia

4 de abril de 2025, Bruxelas, Bélgica, Bélgica: O Secretário-Geral da OTAN, MARK RUTTE, informa a imprensa sobre o encerramento da reunião dos Membros de Assuntos Externos da OTAN. RUTTE declarou que o sucesso da negociação das finanças para ajuda e defes
Europa Press/Contacto/Bianca Otero

O secretário-geral da OTAN diz que "não há planos concretos" para uma redução das forças dos EUA na Europa

MADRID, 5 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse que recebe a impressão de seus interlocutores norte-americanos de que a Rússia deve fazer mais para acabar com a guerra na Ucrânia e insistiu que Moscou deve agora dar um passo à frente para acabar com o conflito.

"Está claro que a bola está no campo dos russos", disse Rutte em uma entrevista à emissora americana CBS, que será transmitida na íntegra no próximo domingo.

A Rússia, vale ressaltar, ainda não aceitou o cessar-fogo completo de 30 dias proposto pelos EUA e a posição oficial de Moscou é que as questões pendentes ainda precisam ser resolvidas, referindo-se ao status das regiões ucranianas sob seu controle, que somente a Rússia reconhece como suas.

Em seus comentários, Rutte indica que "a Rússia não está agindo com rapidez suficiente" e que essa é a "impressão que ele está recebendo dos interlocutores americanos: está claro que a Rússia precisa fazer mais para encerrar essa guerra".

Rutte, por outro lado, indicou que são os ucranianos, neste momento, que estão muito próximos da posição dos EUA, enquanto "os russos também têm que dançar o tango e, no momento, eles não parecem estar fazendo isso".

O secretário-geral da OTAN, embora reconheça que o retorno ao poder do presidente dos EUA, Donald Trump, tenha aberto novas alternativas, também alertou que o processo de paz "pode levar mais tempo do que gostaríamos". "O fato de ele estar tentando também testa a seriedade dos russos, e temos que ver nas próximas semanas até onde ele pode ir", acrescentou.

UMA POSSÍVEL RETIRADA DA EUROPA

Rutte aproveitou a oportunidade para qualificar as palavras do Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sobre uma possível redução das forças dos EUA na Europa. "Não há planos concretos", explicou o secretário-geral da Aliança Atlântica, depois de ressaltar que "a política dos EUA desde 2010 tem se concentrado mais na Ásia, no Indo-Pacífico".

"Reconheço plenamente que os Estados Unidos têm mais cenários para enfrentar, e o acordo é que faremos o que for necessário, sem surpresas", disse ele, antes de abordar outro aspecto, como a nova política de dissuasão nuclear europeia que está sendo promovida por líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, que, em sua opinião, é desnecessária no momento.

"Os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com a OTAN, totalmente comprometidos com o Artigo 5. Isso inclui o fato de os Estados Unidos serem os garantidores finais, por meio da dissuasão nuclear, do território da OTAN, incluindo, em particular, é claro, a parte europeia da OTAN", disse Rutte.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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