MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky criticou neste sábado a resposta "fraca" do embaixador dos Estados Unidos ao ataque russo que matou 19 pessoas, incluindo sete menores, e feriu outras 62 em sua cidade natal, Krivói Rog, na região de Dnipropetrovsk, na noite de sexta-feira.
Em uma mensagem publicada em sua conta na rede social X, Zelenski agradeceu aos diplomatas europeus pelo apoio após o ataque - um bombardeio que a Rússia confirmou antes de garantir que havia atingido apenas alvos militares - e criticou a resposta dos EUA.
"Infelizmente, a resposta da embaixada dos EUA é surpreendentemente decepcionante: um país tão forte, um povo tão forte e, ainda assim, uma reação tão fraca", disse Zelenski sobre a mensagem da embaixadora Bridget Brink.
Em sua mensagem, também postada no X, a embaixadora se declarou "horrorizada com o ataque" de um míssil balístico, que atingiu perto de um playground e de um restaurante. No entanto, a diplomata não mencionou a Rússia pelo nome. "É por isso que essa guerra tem que acabar", disse ela.
Zelenski denunciou essa omissão, em uma nova crítica aos Estados Unidos pelas aproximações diretas que o presidente norte-americano Donald Trump mantém com seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, e que estão deixando Kiev em segundo plano. "Eles têm medo", reprova o presidente ucraniano, "até mesmo de mencionar a palavra 'russo' ao falar sobre o míssil que matou crianças".
"Sim, a guerra precisa acabar. Mas para acabar com ela, não devemos ter medo de chamar as coisas pelo nome", disse Zelenski, antes de acusar a Rússia de alimentar o conflito. "Não devemos ter medo de pressionar aqueles que continuam essa guerra e ignoram todas as propostas do mundo para acabar com ela", acrescentou.
"Devemos pressionar a Rússia, que prefere matar crianças em vez de optar por um cessar-fogo. Devem ser impostas sanções adicionais contra aqueles que não conseguem viver sem ataques balísticos contra a nação vizinha. Devemos fazer todo o possível para salvar vidas", concluiu o presidente ucraniano.
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