Publicado 02/04/2025 13:37

Famílias de crianças com autismo destacam a falta de informações e a incerteza sobre o tratamento

Recurso de imagem de uma criança com autismo.
INSTITUTO ALCARAZ

MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -

As famílias de crianças com autismo apontaram que a falta de informações, a incerteza sobre o tratamento e o impacto na vida cotidiana são as principais dificuldades que enfrentam no processo de diagnóstico e atendimento.

Isso é indicado pelos dados publicados pelo Instituto Alcaraz por ocasião do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. O Instituto analisou as respostas coletadas entre as famílias dos pacientes do centro com o objetivo de tornar visíveis as principais dificuldades.

Essa análise destacou que mais de 60% das famílias indicam como as barreiras mais importantes durante o processo de diagnóstico a falta de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a incerteza sobre o tipo de tratamento adequado.

A análise dos dados das famílias também destaca as dificuldades que surgem no ambiente familiar após o diagnóstico. Nesse sentido, o impacto do TEA na vida cotidiana e a redução do tempo pessoal foram as respostas mais comuns entre as famílias participantes.

"Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas famílias é a escassez de informações que recebem no momento do diagnóstico e a incerteza de não saber o que estão enfrentando para o resto de suas vidas", disse a codiretora do Alcaraz Institute, Sheila Alcaraz.

Ela também destaca o impacto na vida cotidiana: "Muitos pais nos dizem que sentem que não têm chance de fazer uma pausa, que se sentem absorvidos 24 horas por dia, todos os dias, sem possibilidade de descanso ou desconexão".

Para os profissionais do centro, essa situação é uma consequência direta da falta de recursos públicos específicos tanto para o atendimento de crianças com TEA quanto para o acompanhamento integral de suas famílias. "Não há acampamentos adaptados ou atividades extracurriculares voltadas para elas, e esse tipo de recurso não só beneficia diretamente a criança, mas também proporciona um descanso necessário para as famílias", diz Alcaraz.

"CENTROS EDUCACIONAIS DESPREPARADOS".

Em termos de educação, dois grandes desafios foram identificados como prioridades pelas famílias: a falta de treinamento para professores sobre TEA e a falta de apoio ou terapias específicas no ambiente escolar. Ambos os problemas foram apontados por mais de 60% dos usuários do centro.

"Felizmente, há professores muito sensíveis que levam esses desafios a sério e, com muito esforço, aprendem e são treinados para incluir essas crianças no restante da classe, trabalhando em conjunto e integrando-as. Mas eles são a exceção, o que deixa muitas famílias desamparadas na maioria dos casos", ressalta a psicóloga.

"Nossas análises realizadas durante os últimos anos nos confirmam que o autismo deve ser abordado de forma integral: não só requer atenção específica e personalizada para cada criança, mas também uma atenção constante e profunda à família, que também precisa de apoio, orientação e cuidado", indicou Alcaraz.

Por fim, ele destacou que os dados coletados "refletem uma realidade compartilhada por muitas famílias que vêm ao centro em busca não apenas de um diagnóstico, mas também de apoio emocional, ferramentas práticas e respostas às muitas perguntas que surgem ao longo do caminho".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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